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A Sinner And A SaintenTHulho...o blog do TH |
Comments: Sexta-feira, Agosto 31, 2007
MÚSICA DA SEMANA Nosso verdadeiro norte da soul music, Tim Maia foi quem introduziu o gênero com mais vigor e com a presença de elementos eletrônicos a la James Brown nas terras tupiniquins. Colecionador de confusões, escândalos, problemas com gravadoras, ele detinha um temperamento misto de bruto com bonachão, o que foi determinante para colecionar também inúmeros sucessos. Um verdadeiro marco que, sabe-se-lá por que, ainda não tinha pintado por aqui pelo enTHulho. Salve!!!
Gostava Tanto De Você Edson Andrade / Tim Maia Não sei porque você se foi Quantas saudades eu senti E de tristeza vou viver E aquele adeus não pude dar Você marcou a minha vida Viveu, morreu na minha história Chego a ter medo do futuro E da solidão que em minha porta bate E eu Gostava tanto de você Gostava tanto de você Eu corro, fujo dessa sombra Em sonho vejo este passado E na parede do meu quarto Ainda está o seu retrato Não quero ver pra não lembrar Pensei até em me mudar Lugar qualquer que não exista O pensamento em você... TH - 00:15 e eu só quero chocolate! Comments: Comments: Domingo, Agosto 26, 2007
Na PauTHa Periodicamente, um tema nos dedos afiados de TH
POR QUE FALAR DE RELIGIÃO SE TORNOU POLÊMICO? Religião X Religiosidade ““ atam fardos pesados nas costas do fiéis que nem mesmo eles conseguem carregar” Bíblia Sagrada Assunto polêmico é aquele que não é unânime, e é passível de diversas opiniões divergentes, às vezes causando até desentendimentos homéricos entre militantes de ambos os pólos antagônicos da discussão. Religião, por outro lado, não é algo fácil de se conceituar, tampouco de se normatizar. Além de ela não conseguir com precisão, quem mais poderia tecer algumas palavras que fossem suficientes para explicar a força superior que criou todo nosso universo, nosso grande arquiteto? E, afinal de contas, quem seria Deus? Poderia ser ele competente o bastante pra tirar todas essas interrogações recorrentes e resolver de maneira eficaz todos os problemas que existem? Se me perguntassem o que eu pediria se tivesse oportunidade de falar com Deus, decerto que a primeira coisa que me viria à mente é clamar que ele elucidasse todos os conflitos e atritos entre as religiões - venho chamá-los aqui coloquialmente de fé descentralizada. Quanto mais vejo as pessoas cultuando uma fé intensa, de tal forma que fique inclusive cega, eu me convenço cada vez mais de que minha opção pessoal de não possuir religião foi deveras acertada. Religião, em sua etimologia, significa religar-se, ou seja, uma tentativa humana de se ligar a suas origens, a seus passados. De acordo com sua respectiva, os humanos regressam pra tentar achar elementos que fundamentem ou ratifiquem sua fé, ou ainda aos que queiram encontrar propósitos definidos para suas vidas. Essa busca se dá por doutrinas específicas, sejam evangélicas, sejam católicas, sejam espíritas, sejam budistas. Acho perfeitamente válido “estudar a fé”, buscar explicações e encontrar a harmonia e felicidade absoluta nessa procura. Acho válido, bonito, entretanto utópico. Ora, se não existe um conceito universal para o termo Religião, por que os “fiéis” de cada uma se preocupam tanto em criticar, atacar e até ridicularizar umas às outras? Coisas esdrúxulas do tipo “aquela crença é do demo”, e demais críticas vazias e nada fundamentadas. O que penso é que, por trás de todo esse fanatismo religioso, há grandes doses de hipocrisia e preconceito, sutilmente mascarados de fé divina. Sim, preconceito, aquela famosa doença que turva nossa visão, emburrece nossa alma e nos faz seres minúsculos. Tipicamente o inverso da teórica função da religião de nos tornar seres maiores e melhores. Diante de tanto preconceito, o que deveria ser fé torna-se algo vago e indefinido. É um adorar a Deus sem saber por que nem pra quê. Pra não ir pro inferno ou então pra jogar nas costas de seu Deus todos os problemas para que ele resolva sozinho. Sim, a fé deles também é comodismo. Minha postura acaba se traduzindo no pensamento de Rubens Alves, “Deus - não importa quem ele ou ela seja - nos criou pássaros. Perdidas as nossas asas, o desejo do vôo permanece na alma como sentimentos puro, nostalgia, sobre a qual somente os poetas podem falar - porque eles têm a graça de falar sem aprisionar. A essa nostalgia do vôo, a esse espanto perante o mistério da vida, a essa capacidade de se comover diante da beleza dou o nome de "sentimento religioso". Enquanto pássaros, somos aprisionados em gaiolas perante a maior parte dos religiosos. Temos nossa liberdade tomada e comedida, vivendo num verdadeiro cubículo, rodeado de “grades do pecado”, onde nos alimentam com doses diária de boas maneiras e doutrinas poderosas. A metáfora, aqui, nunca soou tão irônica. Uma grande preocupação minha está em mostrar que não sou contra as religiões, mas contra a prática exagerada e exacerbada da mesma. Tantos exemplos extremos como as fogueiras da Inquisição, no caso do Catolicismo, ou de fiéis fervorosos, com pastores igualmente inflamados, no caso da religião evangélica, ou ainda uma infestada chacina, nas seitas que pregam o sacrifício humano ou animal, ainda não são suficientes pra mostrar que tudo o que é exagerado não é nada benéfico. Partindo dessa minha preocupação, tentarei mostrar por que prefiro a prática da religiosidade à religião. Penso que sobra demagogia e falta união. Há uma religião que faz uso de adoração de imagens? Há uma religião onde é estabelecido que não se deve andar com saia acima do joelho? Há crenças que exigem sacrifício animal? Há a que confere várias mulheres para um só homem, no ritual de casamento? A prática de todas, independente de seus mandamentos é o que nos referimos aqui como religiosidade – é você que diz como quer se ligar a Deus. Um agnóstico, por si só, também tem sua determinada religiosidade – ele acredita naquilo que puderem lhe provar o que não quer dizer que ele não seja desprovido de sua religiosidade. Vou mais longe ainda: um ateu também tem religiosidade! Se ele não acredita em Deus, no Deus que todos cultuam e veneram, não quer dizer que ele não tenha fé em algo, e que ele não se apegue à mesma. Sim, prefiro ser munido de religiosidade a ter religião. Todos os exemplos citados acima, se fossem respeitados pelos respectivos representantes de cada religião, teríamos aquilo que é sua premissa-mor: harmonia! Uma igreja católica não tem o direito de atacar a evangélica, que por sua vez não deve questionar a veracidade dos escritos do alcorão. No fundo, acredito em Deus, como um só. Um Deus apenas, que as pessoas utilizam maneiras diferentes de se comunicar com o mesmo. Ratifica esse meu pensamento a própria bíblia, por exemplo, que possui indefinidas interpretações, e cada religião tenta “puxar” pro seu lado o que Deus quis dizer com cada frase. Ninguém está certo ou errado. O tempo que se gasta ofendendo pessoas que crêem de forma diversa poderia ser utilizado para aproveitar os melhores ensinamentos que suas respectivas doutrinas trazem. E, por que não, para parar de se importar com a fé alheia e procurar distribuir mais amor e bem-estar por entre todos os povos do mundo. TH - Deixando as palavras de um grande cara lhe ratificarem abaixo. “Não creais que a minha doutrina se estabeleça pacificamente; ela trará lutas sangrentas, tendo por pretexto o meu nome, porque os homens não me terão compreendido, ou não me terão querido compreender. Os irmãos, separados pelas suas respectivas crenças, desembainharão a espada um contra o outro e a divisão reinará no seio de uma mesma família, cujos membros não partilhem da mesma crença. Vim lançar fogo à Terra para expungi-la dos erros e dos preconceitos, do mesmo modo que se põe fogo a um campo para destruir nele as ervas más, e tenho pressa de que o fogo se acenda para que a depuração seja mais rápida, visto que do conflito sairá triunfante a verdade. A guerra sucederá a paz; ao ódio dos partidos, a fraternidade universal; às trevas do fanatismo, a luz da fé esclarecida. Então, quando o campo estiver preparado, eu vos enviarei o Consolador, o Espírito de Consolador, que virá restabelecer todas as coisas, isto é, que, dando a conhecer o sentido verdadeiro das minhas palavras, que os homens mais esclarecidos poderão enfim compreender, porá termo à luta fratricida que desune os filhos do mesmo Deus. Cansados, afinal, de um combate sem resultado, que consigo traz unicamente a desolação e a perturbação até ao seio das famílias, reconhecerão os homens onde estão seus verdadeiros interesses, com relação a este mundo e ao outro. Verão de que lado estão os amigos e os inimigos da tranqüilidade deles. Todos então se porão sob a mesma bandeira: a da caridade, e as coisas serão restabelecidas na Terra, de acordo com a verdade e os princípios que vos tenho ensinado.” JESUS Comments: Comments: MÚSICA DA SEMANA Rainha Lita Ree! Essa semana vai dessa música [aliás, trilha sonora perfeita pro livro de Mônica de Castro, "O Preço de Ser Diferente", na qual a mesma é citada!]
Menino Bonito Rita Lee Lindo, E eu me sinto enfeitiçada, yeah Correndo perigo Seu olhar É simplesmente lindo Mas também não diz mais nada, yeah Menino bonito E então quero olhar você Depois ir embora Sem dizer o porquê Eu sou cigana Basta olhar pra você TH - Amo essa música e esse livro! Comments: Comments: Sábado, Agosto 18, 2007
MÚSICA DA SEMANA Como a grande maioria, eu também me remeto a diversos fatos do passado ao ouvir determinada música. Essa semana fico com uma que foi protagonista de um momento triste meu, mas completamente superado. Do nada a ouvi na rádio e pensei nesse momento - consequentemente do quanto eu amadureci dele pra cá. Em tempo: estou sem computador provisoriamente, por isso não rolou a coluna Na PauTHa essa semana...
Canção Sem Seu Nome Bellô Veloso. Composição: Adriana Calcanhoto Eu vi você atravessar a rua Molhando a sombra na água Eu vi você parar a lagoa Parada Você atravessou a rua Na direção oposta Pisando nas poças Pisando na lua E a poesia ali me deu as costas E pra que palavras Se eu não sei usá-las Cadê a palavra que traga você daquela calçada Você atravessou a rua Na direção contrária E a poesia que meu olho molhava ali Quem sabe não me caiba Quem saiba seja sua Ali atravessando a chuva Toda lagoa parada Você na direção errada E eu na sua Como fruta do conde Um rio correndo pra foz É como se a correnteza Fosse parada E tudo, mais tudo, mais tudo, Fosse igual a nada TH - Mais uma vez, internetless Comments: Comments: Sábado, Agosto 11, 2007
MÚSICA DA SEMANA Conjunto vocal formado em 1971 por Ney Matogrosso (vocal), Gerson Conrad (cantor e compositor); João Ricardo (cantor e compositor), a música da semana de hoje será do grupo SECOS E MOLHADOS. Ney já havia se apresentado como amador em Brasília, onde morava, e tentara o rádio e a televisão, alem de cantar em boates, até ser apresentado pela compositora e cantora e compositora Luli a João Ricardo. Esse LP, lançado em 1973 (estréia deles) possui uma capa marcante, tão marcante para uma criança como TH, que chegava a ter medo dessa capa quando a via com outras mais "normalzinhas" de toda discoteca de sua casa, ao lado de Cauby Peixoto, Adilson Ramos, e outros bodes velhos. Hoje, passado anos do susto infantil, posso reconhecer toda importância e qualidade musical que o disco e a banda tiveram na história da música brasileira. Já a música - a mais famosa do grupo e já regravada diversas vezes, como por Renata Arruda e Nando Reis, tem uma letra formidável, que deveria ser seguida como exemplo de muitas "lidas" que aparentemente não deram certo, mas que seu reconhecimento virá no futuro, além de um bom puxão de orelha àqueles que esperam que as coisas venham como se o vento as trouxesse. "E o que me importa é não estar vencido".
Sangue Latino Secos e Molhados. João Ricardo e Paulinho Mendonça Jurei mentiras E sigo sozinho Assumo os pecados Os ventos do norte Nao movem moinhos E o que me resta É só um gemido Minha vida meus mortos Meus caminhos tortos Meu sangue latino Minh’alma cativa Rompi tratados Trai os ritos Quebrei a lanca Lancei no espaco Um grito, um desabafo E o que me importa É nao estar vencido TH - Sábado de sol, aluguei um caminhão... Comments: Comments: Segunda-feira, Agosto 06, 2007
Na PauTHa Periodicamente, um tema nos dedos afiados de TH.
NOS MOLDES DA FAMÍLIA MODERNA * A importância, nos dias de hoje, da família sócio-afetiva. "Família Família Papai, Mamãe, Titia Família Família Almoça Junto todo dia Mas nunca quer perder essa mania (...)" Titãs Falar de família, agora, não é como antigamente. As coisas, os costumes, as estações e as pessoas simplesmente mudaram. Mudanças pra as bem, mudanças para nem tão bem. Mudanças. E, particularmente, o mundo jurídico deve estar de braços abertos para recepcionar essas modificações decorrentes do seio da família brasileira. Reflexo do importante fato de que o Direito deve sempre andar pelo mesmo caminho da sociedade, em prol de recepcionar, de braços abertos, toda e qualquer nova estruturação no instituto familiar. E o que mudou? – Pergunta-se. É fácil. É somente olhar para as tradicionais famílias da primeira metade do século e comparar com aquela que visualizamos no final dos anos 90 para cá. A família tradicional de outrora, composta de pai, mãe e filhos, com o Poder Familiar estritamente concentrado no pai, hoje em dia perdeu sua consistência maior em prol de outras modalidades, tal como a Família Mono parental, que é aquela constituída apenas de um pai e um filho, ou uma mãe e um filho, ou ainda uma avó e uma neta. Se antigamente era um choque ver uma mãe solteira, hoje não existe coisa mais normal. No meio dessa versatilidade toda de novas modalidades de família, por que não recepcionar o mais novo tipo familiar já existente: a família sócio-afetiva. Numa conceituação primária, essa família é aquela onde não há necessariamente um vínculo consangüíneo próximo entre os entes. Exemplificando, temos um caso de uma senhora, muito amiga de ma vizinha sua, que acaba por morrer num acidente. A vizinha morta, com um filho pequeno, não tinha marido nem parentes próximos o suficiente para que cuidassem do pequeno rebento. Num gesto de amor e solidariedade humana que está tão pouco em alta atualmente, sua vizinha pega o menino e cria-o como se filho seu fosse, sem procurar a justiça ou cartório para registrar-lhe. Está caracterizada aí a mencionada filiação sócio-afetiva, que vem bater de frente com uma grande discussão: basta ter vínculo genético ou biológico para haver uma relação de parentalidade? Ou ainda, basta, numa ação de investigação de paternidade, que o juiz declare que fulano é pai de sicrano, para que haja uma relação de amor entre pai e filho? A idéia da Filiação Sócio Afetiva não é nova. Sua prática é que vem sendo aplicada apenas nos dias de hoje. É proveniente do Direito Francês na década de 70, e iluminada aqui no Brasil a partir do ano de 1979, através de uma palestra do Professor João Batista Vilela, na qual o mesmo elucidou a questão: “A Paternidade não é da natureza. É espontânea” . A partir de então, houve diversos movimentos que intencionavam a desbiologização, ou seja, a separação do vínculo genético em decorrência de outro vínculo bem mais importante: o afetivo. Encontrará, na lei, ainda alguns desajustes e óbices, como grandes problemas jurídicos. O primeiro seria como situa-la? Como critério ou como princípio? No Instituto do Direito de Família Brasileiro - IBEDEFAM, há correntes firmemente defendidas e contrárias, de grandes nomes de doutrinadores do ramo. Outro problema seria de como se provaria a sócio-afetividade? Para tal, há estudos de que seriam necessárias investigações de assistentes sociais com peritos jurídicos, atuando conjuntamente e investigando questões sumariamente subjetivas, como a fama do investigado, como o mesmo é tratado pelas redondezas e por sua família e o peso que seu nome possa ter perante olhares alheios. Não são questões fáceis, mas totalmente necessárias para se poder realizar a adoção de maneira segura e sempre visando o bem do menor. Talvez, a maior pergunta que se planta na cabeça de quem lê esse texto, é que se isso ocorre na prática. Digo-lhes que tomemos, por exemplo, os Tribunais do Rio Grande do Sul. Sobre eles, vale um grande parêntese: devemos parabenizar-lhes por toda sua ousadia e autonomia. O RS é totalmente responsável pelas melhores decisões judiciais, nunca fugindo aos ditames da lei, mas sempre se adequando bem ao que podemos dizer ao anseio social Não por acaso, as maiores decisões de Adoções e da filiação sócio-afetiva provêm de lá. Devemos nos espelhar em sua sistemática para efetivar decisões judiciais no restante do país, pois o RS possui uma visão jurídica completamente ALÉM. Saindo de toda explanação técnica e focando mais no ponto de vista social: o que seria a filiação sócio-afetiva nesta ótica? Seria amor, estritamente amor. Um grande exemplo lindo de solidariedade e afetividade entre seres humanos afins. Aliás, é ele o elemento mais determinante para a prova de existência deste instituto. O mesmo que faz brotar um sentimento de maternidade ou paternidade sem a configuração de nenhum vínculo consangüíneo, prática que vem sendo, felizmente, reiterada cada vez mais, diante de casos que vemos nos noticiários e nos fóruns Brasil afora. É, sem dúvidas, o maior e mais forte sentimento humano. Deve-se sempre sentí-lo, visualizá-lo e, finalmente, legalizá-lo. * TH é Bacharel em Direito e teve seu TCC focado no tema Adoção de Menores Por Pares Homoafetivos no Brasil, que requer, também, uma grande análise da Filiação Sócio-Afetiva para sua legalização. Outros textos sobre família de TH neste blog encontram-se nos posts de 15 de Março de 2005 (LAÇOS DE AFETIVIDADE) e em 12 de Fevereiro de 2006 (NOS MOLDES DA FAMÍLIA MODERNA - Outro texto, mas com o mesmo título deste). TH - Quase um PHD em Família! Comments: |